Como sabemos se a pandemia chegou ao pico?

Os brasileiros estão em quarentena há cinco meses e o número de novos casos e mortes por coronavírus não diminuiu, ou seja, o país ainda não atingiu o pico da doença. Para descobrir quando o pico vai acontecer é preciso observar três indicadores.

Número de novos casos e mortes diárias

Enquanto a curva estiver crescendo o pico não acontece. É preciso manter a queda por duas semanas, tempo de incubação do vírus. Esse declínio consistente já aconteceu em alguns estados brasileiros.
 

Novos casos por dia no Brasil

Como ler: Este é o acréscimo diário de novos registros de infectados. O gráfico crescendo significa a doença ainda acelerando. Se um número for menor do que o do dia anterior, indica diminuição do ritmo da Covid-19. O objetivo é fazer o número voltar a zero.

Novas mortes por dia no Brasil

Como ler: Este é o acréscimo diário de novos registros de óbitos (por data de notificação). O gráfico crescendo significa a doença ainda acelerando. Se um número for menor do que o do dia anterior, indica diminuição do ritmo da Covid-19. O objetivo é fazer o número voltar a zero.

Total acumulado no Brasil

Como ler: O gráfico acima nunca diminui: é a soma de todos os casos desde o início da pandemia até agora. Quando a curva estiver menos íngreme, indicará o fim do contágio ou das mortes por Covid-19.

 
Veja aqui uma previsão de quando será o pico do coronavírus nos estados onde ele ainda não ocorreu
 

Taxa de contaminação (RT)

Também é necessário que a taxa de contaminação decresça, isto é, diminuir a média de pessoas que alguém contaminado transmite a doença. No pico esse número é de um por pessoa, mas o ideal seria abaixo de 0,8. Por enquanto, o país não chegou a este patamar.

Retransmissão (Rt) do coronavírus

O Rt representa para quantas pessoas, em média, um indivíduo infectado transmite a doença. É uma estimativa calculada a partir do número divulgado de casos e mortes por coronavírus

Quando a taxa está abaixo de um, indica queda no ritmo da epidemia.

 
 

Subnotificação e SRAG

O último indicador a se atentar é a subnotificação, muitos casos da doença não são reportados por falta de testes ou por engano no diagnostico. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem sintomas muito parecidos com a Covid-19. Como não há necessidade de teste para detectar a síndrome, mortes por coronavírus podem estar sendo registradas como SRAG.